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Único hospital de urgência e emergência de Guajará-Mirim, RO, é parcialmente interditado

Hospital Regional Perpétuo Socorro em Guajará-Mirim, RO — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

O Hospital Regional de Guajará-Mirim (RO) foi parcialmente interditado nesta quarta-feira (27) pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia (Cremero). Por tempo indeterminado, o único hospital de urgência e emergência da cidade não poderá realizar novas internações.

No início do mês, o Cremero realizou uma fiscalização no Hospital Regional. De acordo com o diretor de fiscalização do conselho, Lucas Levi Sobral, um relatório feito após as vistorias apontou que melhorias deveriam ser feitas, mas desde então nenhuma foi cumprida.

Além de não melhorar o que havia de melhorar, foi observado que inclusive houve uma piora em alguns setores. Então a gente não teve escolha senão interditar, visando sempre a segurança da população em geral”, comenta.

Ainda segundo o diretor, desde 2020 o Cremero fiscaliza o hospital e aponta irregularidades. Foram feitas reuniões com a prefeita do Município, Raíssa Bento, e com o secretário municipal de saúde, mas não houve resultado. Somente este ano, já foram realizadas três fiscalizações na unidade de saúde.

“Ele [o hospital] tem que melhorar em vários setores: Raio-X, ambulâncias, medicação, a própria estrutura de internação, recursos humanos e escala de médicos e servidores de maneira geral”, aponta.

Como fica a unidade?

Com a interdição, o Hospital Regional não poderá realizar novas internações. No entanto, os atendimentos de urgência e emergência permanecem sendo disponibilizados e as pessoas que já estão internadas continuam na unidade até receberem alta médica.

O Município fica responsável por encaminhar os pacientes que precisam de internações para outros locais.

A interdição não tem prazo para acabar. Os atendimentos só devem voltar ao normal quando a Prefeitura fizer as adequações necessárias e notificar o Cremero para que uma nova fiscalização seja feita para reanalisar a situação.

Rede Amazônica tentou contato com a Prefeitura de Guajará-Mirim e com a diretoria do hospital para saber quais medidas serão tomadas em relação às denúncias e aos pacientes que precisarem de internação, mas até a publicação desta reportagem não obteve retorno.

FONTE: G1
POR: RONDÔNIA EM AÇÃO
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